Esses
pequenos aparelhos que se apresentam das mais diversas formas com
várias marcas e opções se tornaram um dos maiores vilões aos olhos
dos pais, estes que acreditam que o video-game possa criar uma
criança violenta e sem disernimento da ficção e
realidade.
Na verdade,
não é bem assim, embora jogos como Crackdown 2, Prototype e GTA
possam passar uma imagem violenta e irreal, estes jogos não podem
influenciar uma pessoa que tenha sanidade mental, pois é conhecido
o caso de um homem que matou várias pessoas em um cinema e a culpa
de suas ações foi atribuída aos jogos violentos que jogava, quando,
com certeza esse homem deve ter algum distúrbio mental e má índole,
pois ninguém bom ou “normal” (todos temos nossos
problemas) iria matar pessoas sem razão nenhuma, muito menos por
causa de um jogo.
Os video-games de hoje estão cada vez sendo
mais e mais aperfeiçoados e há a tentativa de torná-lo mais
“familiar” como, por exemplo, o Nintendo Wii da
Nintendo e o Project Natal com a câmera Kinect da Microsoft, que
possibilitam uma interação real com o jogo e priorisa a diversão
familiar, com jogos “mais calmos” e divertidos, claro
que toda regra tem sua exceção, pois o Nintendo Wii também
apresenta games violentos como Destroy All Humans (o título já diz
tudo), mas também tem games como Wii sports resort, Okami (jogo com
influência da cultura japonesa) com uma bela história e
cenários.
Hoje em dia, os jogos contém uma
classificação por faixa etária, ou seja, o jogo “diz”
quais seus pontos negativos e a idade apropriada para o jogador,
possibilitando um controle maior dos pais. Também já existe o
controle de conteúdo com senha para os consoles mais modernos, no
qual os pais podem inserir uma senha de segurança que garante que
seus filhos só joguem jogos apropriados para sua
idade.
O jogo contém dezenas de pontos positivos,
por exemplo: aprimoração de reflexos (muitos médicos jogam
video-games para ficarem mais hábeis em cirurgias), diversão e
entretenimento, se a pessoa estiver triste ou nervosa pode utilizar
o jogo como fuga da realidade por algum tempo, a interação com
pessoas de todo mundo com o sistema on-line dos consoles, aumento
da criatividade e capacidade mental das crianças e adolescentes,
uma vez que o jogo contém fases desafiadoras com quebra-cabeças, a
própria interação familiar, a possibilidade de ter uma diversão ao
alcance de botões, criando um ambiente mais seguro para todos no
mundo caótico de hoje.
Em suma, os video-games contêm partes
positivas e negativas como tudo no mundo, mas suas partes boas
ainda imperam, uma vez que este, se não utilizado como uma
“droga” e não utilizado exageradamente, é
uma diversão saudável, que proporciona uma viagem por um
universo incrivel de ação e desafios.
Entrevista com o aluno Michel que está no 2º
ano do Ensino Médio, pela Profª Valdívia Silvino.