Experiencia com teatro do oprimido  escrito em sábado 26 junho 2010 07:44

 

introdução para a apresentação do teatro do oprimido que aconteceu no SESC Santo André com os jovens que moram nas comunidades próximas a instituição, participantes da oficina de teatro, contém depoimentos contando sobre a experiencia adquirida durante o processo da oficina e a sua opinião sobre a vida e o teatro.

Ingrid Okajima

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Talento ou falta de talento  escrito em sábado 26 junho 2010 06:29

 

Sempre escuto os alunos falarem que não conseguem desenhar, que o colega mais habilidoso tem a manha (talento) para a coisa (no caso o desenho) e como não nasceram com esse “dom” nunca vão conseguir desenhar (eles se referem ao desenho levando em consideração apenas a questão do realismo e naturalismo). Argumento afirmando que realmente alguns tem mais facilidade, mas se praticarem e pararem de pensar que não conseguem o desenho vai se desenvolver, melhorando com o tempo, porém eles continuam a acreditar no tão poderoso talento.

Relendo o livro da Viola Spolin um dos trechos me lembrou muitos meus alunos, apesar do livro referir-se a linguagem do teatro, sua fala me remete a alguns pensadores estudados na área da educação como Freire, Piaget e Vygostky criando uma relação com a educação de modo geral.

Pretendo ler esse trecho do livro para os alunos:

 

Aprendemos através da experiência, e ninguém ensina nada a ninguém. Isto é valido tanto para a criança que se movimenta inicialmente, chutando o ar, engatinhando e depois andando, como para o cientista com suas equações.

Se o ambiente permitir, pode-se aprender qualquer coisa, e se o indivíduo permitir, o ambiente lhe ensinará tudo o que ele tem para ensinar. “Talento” ou “falta de talento” tem muito a ver com isso.

Devemos reconsiderar o que significa “talento”. É muito possível que oque é chamado comportamento talentosos seja simplesmente uma maior capacidade individual para experienciar. Deste ponto de vista, é o aumento da capacidade individual para experienciar que a infinita potencialidade de uma personalidade pose ser evocada.

Experienciar é penetrar no ambiente, é envolver-se total e organicamente com ele. Isto significa envolvimento em todos os níveis: intelectual, física e intuitivo. Dos três, o intuitivo, que é o mais vital para a situação de aprendizagem, é negligenciado.

A intuição é sempre tida como sendo uma dotação ou uma força mística possuída pelos privilegiados somente. No entretanto, todos nós tivemos momentos em que a resposta certa “simplesmente surgiu do nada” ou “fizemos a coisa certa sem pensar”. Às vezes em momentos como este, precipitados por uma crise, perigo ou choque, a pessoa “normal” transcende os limites daquilo é familiar, corajosamente entra na área do desconhecido e libera por alguns minutos o gênio que tem dentro de si. Quando a resposta a uma experiência se realiza no nível do intuitivo, quando a pessoa trabalha além de um plano intelectual constrito ela está realmente aberta para aprender.

Viola Spollin – Improvisão para o teatro – ed. Perpectiva

 

 

Quem sabe assim meus alunos desmistificam um pouco suas concepções de talento.

 

Ingrid Okajima

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A galinha artilheira - trabalho midias digitais - animação em stop motion  escrito em sábado 26 junho 2010 04:56

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Video-games  escrito em sexta 25 junho 2010 20:29

Esses pequenos aparelhos que se apresentam das mais diversas formas com várias marcas e opções se tornaram um dos maiores vilões aos olhos dos pais, estes que acreditam que o video-game possa criar uma criança violenta e sem disernimento da ficção e realidade.

Na verdade, não é bem assim, embora jogos como Crackdown 2, Prototype e GTA possam passar uma imagem violenta e irreal, estes jogos não podem influenciar uma pessoa que tenha sanidade mental, pois é conhecido o caso de um homem que matou várias pessoas em um cinema e a culpa de suas ações foi atribuída aos jogos violentos que jogava, quando, com certeza esse homem deve ter algum distúrbio mental e má índole, pois ninguém bom ou “normal” (todos temos nossos problemas) iria matar pessoas sem razão nenhuma, muito menos por causa de um jogo.

Os video-games de hoje estão cada vez sendo mais e mais aperfeiçoados e há a tentativa de torná-lo mais “familiar” como, por exemplo, o Nintendo Wii da Nintendo e o Project Natal com a câmera Kinect da Microsoft, que possibilitam uma interação real com o jogo e priorisa a diversão familiar, com jogos “mais calmos” e divertidos, claro que toda regra tem sua exceção, pois o Nintendo Wii também apresenta games violentos como Destroy All Humans (o título já diz tudo), mas também tem games como Wii sports resort, Okami (jogo com influência da cultura japonesa) com uma bela história e cenários.

Hoje em dia, os jogos contém uma classificação por faixa etária, ou seja, o jogo “diz” quais seus pontos negativos e a idade apropriada para o jogador, possibilitando um controle maior dos pais. Também já existe o controle de conteúdo com senha para os consoles mais modernos, no qual os pais podem inserir uma senha de segurança que garante que seus filhos só joguem jogos apropriados para sua idade.

O jogo contém dezenas de pontos positivos, por exemplo: aprimoração de reflexos (muitos médicos jogam video-games para ficarem mais hábeis em cirurgias), diversão e entretenimento, se a pessoa estiver triste ou nervosa pode utilizar o jogo como fuga da realidade por algum tempo, a interação com pessoas de todo mundo com o sistema on-line dos consoles, aumento da criatividade e capacidade mental das crianças e adolescentes, uma vez que o jogo contém fases desafiadoras com quebra-cabeças, a própria interação familiar, a possibilidade de ter uma diversão ao alcance de botões, criando um ambiente mais seguro para todos no mundo caótico de hoje.

Em suma, os video-games contêm partes positivas e negativas como tudo no mundo, mas suas partes boas ainda imperam, uma vez que este, se não utilizado como uma “droga” e não utilizado exageradamente, é uma diversão saudável, que proporciona uma viagem por um universo incrivel de ação e desafios.

Entrevista com o aluno Michel que está no 2º ano do Ensino Médio, pela Profª Valdívia Silvino.

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Ética e Moral  escrito em sexta 25 junho 2010 17:53

Moral- estabelece relação com os costumes, normas e códigos que tentam regulamentar o agir sob o ponto de vista do que é bom ou ruim.

A Moral pergunta: O que devo fazer?

Ética- procura justificar racionalmente os princípios que regulam o agir. É a filosofia da moral.

A Ética responde à pergunta: Por que devo fazer assim?

A Educação é a força capaz de mediar conflitos existentes e atenuar seus efeitos. Cabe usá-la com aguçado senso de valores, impondo limites aos processos disponíveis inclusive os tecnológicos(Feijó,2008)

Uma das questões que se levanta com grande freqüência nesse início do Terceiro Milênio é a da postura ética no uso da tecnologia. Quando o assunto é esse, não importa que estejamos falando de áreas completamente distintas da atuação humana, como as de medicina, jornalismo, física ou marketing. Em qualquer uma delas, o emprego da tecnologia sempre levanta uma indagação a respeito de quais limites devem ser respeitados e de quais devem ser superados.

Mas será que essa é uma problemática exclusivamente contemporânea? Viveríamos nós em um período assim especial, ao qual não se aplicam os preceitos herdados dos antigos, medievais e modernos? Ou o caso seria outro?

Cabe a nós, professores, oportunizar um ambiente saudável e manter vivo nos alunos a chama do conhecimento calcado nas premissas da ética.

Carmen Terezinha

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